No sábado (2), a acadêmica Amanda Grande, do curso de Psicologia do Centro Universitário FAG, apresentou um pôster baseado em sua pesquisa de iniciação científica durante a reunião anual da Georgia Psychological Association. O trabalho, intitulado “Estressores Ocupacionais em Aplicadores ABA: Influências na Prática Profissional em Crianças com TEA”, foi orientado pela professora Kareem Santucci.
A pesquisa investigou, por meio de entrevistas, o impacto do estresse ocupacional em profissionais que aplicam intervenções de Análise do Comportamento Aplicada (ABA) com crianças com autismo. O objetivo do estudo foi promover maior conscientização sobre a importância do treinamento e do suporte adequado a esses profissionais, garantindo tanto a saúde mental quanto a qualidade dos serviços prestados em ABA.
A acadêmica conta que desenvolver o trabalho foi uma experiência muito recompensadora. “Foi a minha primeira apresentação profissional em inglês e também uma oportunidade de aplicar tudo o que estou aprendendo aqui nos Estados Unidos”, relata.
Amanda também comenta sobre sua experiência como aplicadora ABA e como isso influenciou diretamente na construção da pesquisa. “Quando falamos de saúde mental no trabalho e estresse, quase não existem pesquisas voltadas aos aplicadores ABA, pois os entrevistados geralmente são supervisores e analistas do comportamento, deixando de lado a base da pirâmide, que são os profissionais que trabalham diretamente com as crianças com autismo”, afirma.
O trabalho apresenta diferentes fatores que contribuem para o estresse ocupacional e analisa como esses profissionais lidam com a rotina de trabalho. Segundo Amanda, as intervenções psicológicas nesse processo são fundamentais para compreender como o estresse se desenvolve e de que forma ele pode ser prevenido, já que a saúde mental do profissional interfere diretamente na qualidade do atendimento prestado.
A estudante também revelou o desejo de publicar a pesquisa em uma revista brasileira, apesar de o maior mercado da área estar concentrado nos Estados Unidos. “As comparações que fiz no artigo com a legislação vigente e com a regulamentação da área são baseadas no modelo estadunidense, mas os dados são do Paraná. Meu interesse é seguir com esses estudos e compartilhar informações com pessoas que também tenham interesse no tema”, destaca.
Agora, na reta final do intercâmbio, Amanda espera que a pesquisa abra portas para o futuro, contribua para a conclusão da graduação e possibilite explorar novas áreas da Psicologia antes de iniciar o mestrado.
A coordenadora do curso de Psicologia, professora Claudia Barbosa, parabenizou a acadêmica e reforçou a importância do projeto para o curso e para o Centro FAG. “O trabalho da Amanda reforça a qualidade do ensino da FAG e demonstra como nossos alunos estão se tornando profissionais dedicados, levando o nome da Instituição com orgulho”, afirma.



